14.10.16

TAG | Interpretação

Ensaiei começar o post com um "não tinha nada para fazer, por isso resolvi responder uma tag", mas... É mentira. Vamos ser francos, pelo menos neste bloguito: estava de saco cheio dos estudos, por isso resolvi responder uma tag. Guilty total, me julguem! Hehe :P

Essa tag eu encontrei num site chamado The Blog Tag e o conteúdo é bem interessante! Eles propõem um tema diferente a cada mês e os blogueiros podem fazer posts a respeito, responder tags relacionadas criados por eles e, assim, incentivam a blogagem coletiva. Super recomendado para aqueles nossos (muitos) momentos de bloqueio criativo, hein? ;)

Imagem: Lia Leslie, Pexels


#1 Como você interpreta o mundo a sua volta?

(é do tipo copo-meio-cheio ou meio-vazio?)

Em geral, eu tento interpretar as coisas de uma forma positiva, mas não me considero ingênua, porque também já penso nas possíveis formas negativas. Apenas não as coloco em primeiro plano porque elas têm o incrível poder de nos paralisar diante dos problemas, quando o mundo precisa que pensemos em soluções e eu preciso acreditar que há ainda esperança para continuar a ir em frente.

#2 Você já interpretou errado uma situação e isso te colocou num problemão? Conte sobre isso!


Não me deu rolo, mas podia ter dado se tivesse lidado com uma pessoa desequilibrada. Foi quando houve uma batida no carro e eu estava no banco do passageiro. Minha mãe saiu do carro para conversar com o outro motorista e eu permaneci lá dentro, porque fiquei meio tensa com a situação. Contudo, quando vi que o cara começou a discutir com a minha mãe, me baixou um troço como nunca senti antes...

Saí do carro e peitei o cidadão, sem saber nome, sem saber posto, sem saber o que foi discutido: "Para de gritar com a minha mãe". Foi só isso, com olhos cravados, voz postada e meus amedrontadores 159 centímetros de altura. Depois, quando fomos a uma reunião do escritório de advocacia para um acordo, o advogado foi bem claro: "ele não queria se encontrar com a parte". Não sei se eu fui a culpada disso, mas, de qualquer modo, ficam registradas as desculpas pela ignorância e imaturidade para com o moço. 😞

#3 Você acha que interpretação é algo que você constrói através do aprendizado ou já é um instinto natural nosso?


Essa pergunta faz pensar um pouco, né? Eu acho que interpretar faz parte do nosso instinto e dos mais primitivos. Certa vez, eu vi um documentário sobre bebês e afirmava-se que o cérebro dos pimpolhos é bem mais sensível às coisas que acontecem em volta, abertos e ávidos a conhecer mais e mais sobre o mundo, mesmo ainda dentro da barriga da mãe. Acredito, então, que esses estímulos passam por uma "peneira" no cérebro para saber se gosta ou não gosta de uma música, de um rosto, de uma comida; se tal coisa dá medo; se algo no seu corpo está errado - e começa a chorar.

Por sua vez, o aprendizado é o que vai lapidar essa interpretação que nos é inerente, mas ele vai muito além da escola: é a educação dada pelos nossos pais, os discursos da TV, as letras de música, os fragmentos de conversa que ouvimos no dia a dia, a cultura em que estamos inseridos, a turma de amigos com que andamos e, por fim, a nossa capacidade de filtrar tudo isso para ter uma linha de raciocínio lógica. ... Ok, agora pode descer do lustre, Karupin! 😂

#4 Qual é a pior lembrança que você tem de alguém entendendo errado suas palavras/atitudes?


Acho que foi na adolescência, num pequenino evento que amigos meus organizaram. Não tinha muita coisa para ver e, depois de um rolê sozinha de dez minutos, eu subi para cumprimentar esses amigos e ficar por perto se eles precisassem de alguma coisa. Foi quando um desses amigos me pediu para sentar com ele no outro lado da sala em que a turma estava; eu fui, achando que ele queria conversar ou me dar um toque, sei lá.

Sentamos nas cadeiras encostadas na parede, um de lado para o outro, e fiquei esperando o que ele tinha para falar. A pausa foi grande, achei que era sério. De repente, esse cara, que eu considerava quase como um irmão mais velho, começou a roçar o rosto no meu e beijar esse lado que estava virado para ele. Fiquei em choque: gelei, paralisei, não reagi. Quantos minutos devem ter passado? Ele continuava a flertar com meu rosto enquanto eu pensava em mil jeitos de sair dali. Nisso, deve ter pensado que estava tudo tranquilo e favorável - até segurou e acariciou a minha mão, que suava frio.

Foi quando ele começou a querer chegar perto dos lábios que levantei de sopetão: "vou ao banheiro!" Pedi desculpas com um sorriso amarelo, peguei minha bolsa, me esgueirei para sair do prédio sem ninguém perceber e fiz meu caminho a passos largos para o ponto de ônibus. Nunca mais apareci em qualquer reunião daquele grupo e deixei tudo mal resolvido até hoje - nada do que se orgulhar, mas realmente não entendia nada de flerte ou xaveco, quanto mais avanços sem sinais prévios...

#5 Você acha que interpretar é importante no dia a dia das pessoas?


Não só acho importante, como essencial! Lá em cima eu já mencionei como acredito que este é um instinto, mas saber usá-lo é uma luta diária. Acredito que somos um projeto sempre aberto a melhorias e aperfeiçoar nossa interpretação faz parte do processo em prol de uma melhor convivência com a família, os amigos, os colegas, a comunidade e com nós mesmos - por que não, afinal temos também nossos confrontos internos e o grande desafio de saber o que realmente pensamos e sentimos.

#6 Sendo um blogueiro, há vezes que você acha difícil fazer seus leitores entenderem sua interpretação de algo através dos seus textos?


Eu entendo que tenho uma facilidade muito maior em escrever do que falar, mas procuro ser diligente para "evitar a fadiga" (Jaiminho feelings) de ficar explicando o que eu quis dizer ou entrar em quedas de braço nos comentários sem razão de ser. Para isso, os posts ficam fermentando por um bom tempo aqui na fábrica de ideias, sempre passando por vistorias e revisões em dias inspirados até sua derradeira publicação.

#7 Você se preocupa com a forma que as pessoas podem interpretar suas palavras e atitudes?


Sempre! Tanto o é que chego a dedicar, se tiver esse prazo todo, dias inteiros pensando em várias alternativas para falar algo. Não bastasse isso, ainda há dias em que fico ruminando qual teria sido a melhor forma de ter falado algo numa situação que aconteceu há semanas, meses, até anos atrás! 😱

Jogo Rápido


#8 Ao falar, você faz rodeios ou diz direto?
Faço rodeios. Peco pelo excesso. Falo de algo maior para chegar ao ponto menor.

#9 Ao falar, você costuma usar gestos com as mãos ou não?
Sim. Acho que, mesmo de mãos atadas, lá estariam os dedinhos cantarolando junto com a boca.

#10 Ao se concentrar, você prefere barulho (falas, música) em volta ou silêncio absoluto?
Música ambiente. No final, silêncio me deixa um pouco desconfortável.

#11 Numa discussão, você é mais: passivo-agressivo ou direto mesmo?
Passivo-agressivo. Mas, de boa: o melhor é não mexer com quem tá quieto... 😝

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