Parque Tanguá, um dos meus pontos favoritos de Curitiba 💙

Oba! É 29 de março, é aniversário de Curitiba, é feriado ponto facultativo em plena terça-feira e essa querida senhora está fazendo 323 anos!

Na tag "Turisprocidade" do blog, eu tento mostrar as minhas impressões de lugares bacanas daqui, o que, para mim, é uma forma de sempre homenagear esta cidade e a criatividade empreendedora de seus moradores. Hoje, porém, pretendo mostrar meu amor por Curitiba de uma forma diferente e apresentar algumas curiosidades que talvez até conterrâneos nem tenham ideia; eu mesma não sabia de muita coisa, mas me diverti muito fazendo as pesquisas e espero que consiga passar um pouco disso para vocês também ♥

Loira Fantasma


Eu acredito que a lenda da loira do banheiro (e variações) seja uma constante em boa parte do Brasil, mas esta é uma outra loira que gerou um rebuliço aqui nos anos 1970. Nessa época, um boato rolava entre os taxistas: estaria por aí uma moça muito bonita de cabelos dourados pedindo corridas para o bairro Abranches, mas ela, que até então estava sentada no banco de trás, simplesmente desaparecia ao se aproximarem do cemitério.


Havia várias versões para a origem dessa lenda urbana, muitas alimentadas pelos programas de rádio da época, que chegavam a dedicar dias e dias à história. Uma delas dizia que, certa vez, um taxista estuprou e matou uma bela jovem, desfazendo-se do corpo no cemitério do Abranches. Depois de algum tempo, ele atendeu uma moça vestida com uma capa preta que queria ir ao mesmo cemitério e, questionada porque queria ir até lá, ela teria dito que essa era sua morada, ainda que indesejada. Revelando sua identidade, o motorista ficou chocado e morreu asfixiado com um ataque de asma. Não satisfeita com a vingança, porém, a loira fantasma continuava a perseguir outros taxistas.

Também tinha uma versão mais cética que afirmava ser a moça uma prostituta que pegava o táxi em direção ao cemitério, mas sempre dava um jeito de distrair o motorista e sair do veículo sem pagar a corrida. Bem, seja por medo de assombração ou de calote, o fato é que, por um certo tempo, muitos taxistas não toparam corridas solicitadas por mulheres bonitas e loiras...

Cemitério Municipal


O Cemitério São Francisco de Paula foi o primeiro construído na cidade, em 1854, e guarda os túmulos e mausoléus de famílias que literalmente fizeram a história de Curitiba. Com tanto tempo de existência, não é de se admirar que seja o ambiente para muitas lendas urbanas. As principais talvez sejam duas: a santa Maria Bueno e a foto dentro do jazigo em forma de pirâmide amarela.


Maria Bueno era uma moça que nasceu em Morretes e, auxiliada por padres, mudou-se para Curitiba devido a problemas familiares. Ela ficou noiva de Ignácio Diniz, um soldado do Exército, mas foi atacada e degolada por ele numa madrugada, chocando o povo da então pequena cidade em 1893. A causa foi ciúmes, mas a história tem versões diferentes: uma delas justifica que Maria resistiu a uma tentativa de estupro pelo noivo e ele se vingou; outra afirma que a jovem foi dançar, a despeito de Diniz tê-la proibido de sair, e há ainda quem diga que ela foi ver um amante. De qualquer modo, embora o crime tenha sido espantoso, o soldado foi absolvido das acusações.
Admirada pela comunidade, muitos rezaram e acenderam velas no local onde os restos mortais de Maria foram enterrados; mais tarde, começaram a atribuir-lhe vários milagres e a entendê-la como uma defensora dos infratores, vez que foi executada por um soldado. Para fazer pedidos a Maria Bueno, é importante levar uma rosa vermelha ao seu túmulo e, uma vez o feito realizado, retornar com uma rosa branca para agradecê-la.

A pirâmide amarela é uma das estruturas mais curiosas do Cemitério Municipal, ornamentada com motivos egípcios, incluindo esfinges. Contudo, o mais intrigante mesmo é uma foto que foi colocada por baixo da porta de entrada do mausoléu, que só dá para ver se chegar bem pertinho. Cada pessoa diz ver uma coisa diferente nessa foto e há quem fale que viu a imagem de parentes e amigos, sendo que, dali a alguns dias, acabaram falecendo. E a coragem para ver isso, meu?!

Com tantas lendas, histórias, personalidades e amostras arquitetônicas, a pesquisadora Clarissa Grassi idealizou o projeto das visitas guiadas ao Cemitério Municipal em 2011 e, a cada passeio, mais e mais descobertas sobre a história de Curitiba são feitas. As visitas são gratuitas, mas é necessário se inscrever de antemão. Eu sou meio medrosa com essas coisas de espíritos e cemitério, mas não descarto a ideia de conhecer a cidade a partir desse ponto de vista inusitado.

Galerias Subterrâneas


Isso mesmo que você leu: Curitiba tem túneis no subsolo! Mas o verdadeiro motivo pelo qual eles existem - ou existiram, já que boa parte deles foram destruídos por conta de intervenções urbanas - ainda é um mistério. Bem, lacuna na história é espaço certo para a imaginação deitar e rolar, né?

Pois é, muitos boatos surgiram, atribuindo a autoria das construções tanto a jesuítas do Século XIX, quanto à cautela de alguma organização contra eventuais invasões nazistas entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Na verdade, essas "teorias conspiratórias" não são totalmente aleatórias, vez que os caminhos sugeriam alguma estratégia: vários túneis ligavam igrejas do Centro Histórico umas às outras e até ao antigo prédio do governo estadual, hoje Museu Paranaense.

Diz-se também que a estrutura perto do Museu foi usada como calabouço para torturar os "inimigos internos" durante a Ditadura Militar. Essa história ganha peso com a existência de fato de túneis sob prédios que servem ou serviram o Exército. Exemplos são o Colégio Estadual do Paraná - que, inclusive, tem um abrigo antiaéreo - e o Shopping Mueller - antes Fundição Mueller, que tinha um acordo de colaboração bélica com as Forças Armadas durante a Primeira Grande Guerra.

O Pirata das Mercês


Ainda puxando as histórias sobre as galerias subterrâneas, há a história de Sulmmers - nome aqui adaptado como Zulmiro -, um desertor da Marinha inglesa que virou pirata e desembarcou em Paranaguá no Século XIX. Bem acompanhado por ouro, pedras preciosas e joias, um tesouro que teria roubado da Coroa, subiu a Serra do Mar e se fixou num pequeno vilarejo, onde hoje é o bairro Mercês na capital paranaense.


Reza a lenda que o tesouro roubado foi escondido num túnel construído pela Companhia de Jesus no mesmo período; ele fica sob onde hoje fica o Bosque Gutierrez, no bairro Vista Alegre. Como o túnel realmente existe, por muitos anos exploradores buscaram o tal tesouro na região. Há outra versão, porém, segundo a qual o pirata inglês teria guardado seu tesouro sob onde seria a Igreja São Francisco de Paula, no Centro Histórico; essas obras foram interrompidas e o que restou formam as Ruínas de São Francisco.

A agitação foi tanta que o governo estadual chegou a reivindicar parte da fortuna, caso fosse encontrada. E engana-se quem pensa que Zulmiro desapegou com a morte: dizem que seu fantasma continua espantando as pessoas que tentam se aproximar do seu precioso tesouro.

Fontes e Referências

29.3.16

Especial | Curitiba, 323 anos

Tudo começou em 07.03.1999...

Toda vez que brota um "xx anos" de alguma coisa, me dou conta de que, por mais que as lembranças estejam estanques em nossas cabeças, a linha do tempo aqui fora continua a correr numa velocidade relativa: tudo passa lentamente enquanto estamos imersos em nossos problemas no presente, mas, ao tentarmos recuperar o que já está no passado, parece que pisaram no acelerador e as coisas voaram à jato.

Eu tinha a impressão de que poucos anos me separavam daquele tempo em que tentava me enturmar com alguns meninos por estarem dispostos a falar comigo sobre Pokémon e Digimon, tópicos muito mais importantes para mim do que babar nos gatinhos das boybands ou imitar as Spice Girls, como priorizavam as demais gurias.

Na época, comia salgadinho fedorento para pegar os tazos e "mini cards", economizava para comprar os card games e até tentava entender o jogo de tabuleiro, mas sempre acabava jogando tudo sozinha. Tempos de solitude, é verdade, mas de grande sinceridade sobre o que queria e sentia. Nesta semana, celebrando os 17 anos da série de monstrinhos digitais, vejo quantos anos realmente me separam dessa tal solitária quarta série do Fundamental.Boa parte do que adquiri naquele tempo era de Pokémon, mas larguei logo que começaram a brotar mais de 300 espécies - e o Totodile ainda é meu favorito. Por sua vez, mesmo deixado em escanteio comercial, Digimon continuou a me causar uma forte impressão e é o que me faz acompanhar até hoje.

Em vez de colecionadores de criaturas entrando em jornadas infindáveis, sob a mesma desculpa de jogá-los uns contra os outros em "rinhas" - ah, falei mesmo -, havia crianças fazendo parceiros para a vida toda que lutavam pela salvação dos mundos real e digital. A missão maior pode ser a mesma em todas as temporadas, mas sempre somos apresentados a elementos diferentes, novos inimigos e novas evoluções - e estas dependem de um crescimento pessoal dos parceiros humanos, que superam seus próprios problemas. Nesse sentido, algumas temporadas se tornaram as minhas favoritas:

Digimon Adventure


E aí, aparece a Angélica... Não, por favor.

Preferir Adventure é meio suspeito, afinal como não nutrir um carinho especial pela temporada que te fez gostar de toda a franquia, né?

Mas ela ganha meu coração por seus próprios méritos, a começar pelo desenvolvimento da história, em que os desafios dos personagens são bem explorados: imagine-se caindo num ambiente hostil, sem comida à mão ou comunicação, mas com criaturas estranhas por todo lado e muitas delas querendo te matar? Nessa jornada pela sobrevivência, vive-se experiências dramáticas de perda, sacrifício, impotência, desespero e morte, mas sempre tratadas a partir da pureza e ingenuidade das crianças e seus parceiros digimons.

Outro fato que me marcou foi mostrar conflitos de pontos de vista entre as crianças bem relevantes: por exemplo, a vontade gritante de alguns personagens, como Mimi e Izzy, de não encarar e fugir de tudo o que estava acontecendo, ou os bate-cabeça entre Tai e Matt - afinal não é porque o primeiro foi "eleito" líder que ele realmente sabe o que é melhor para todos, sabendo tão pouco sobre o Digimundo quanto os demais.

Finalmente, um ponto que sempre achei muito curioso em Adventure foi que, depois que ficamos sabendo sobre como funciona a Cidade do Princípio - onde os dados dos digimons vão, tornam-se digiovos e podem renascer -, não era mais um choque tão grande ver os monstrinhos que ajudaram ou foram queridos aos digiescolhidos falecendo. Ah, fora o Wizardmon; aquele momento ainda foi triste.

Digimon Tamers



Tamers corresponde à terceira temporada e, digamos assim, não é uma unanimidade entre os fãs da série; eu até imagino o porquê: a partir daqui, as regras do jogo mudam totalmente. Bem, o Digimundo existe, os digimons também, mas os tais digiescolhidos agora são denominados "domadores". É uma palavra bem agressiva, vamos combinar, né?

Isso por si só já mexe muito com a forma que cada criança entende o seu papel para com seu parceiro digimon - Ruki achava que sua tarefa era apenas tornar Renamon mais forte do que todos os digimons; Takato tinha Guilmon como um sonho realizado e um grande amigo; Terriermon também era querido para Zenrya, mas, por esse mesmo motivo, não via necessidade de fazê-lo lutar.

Mas tem mais uma coisinha: lembra da Cidade do Princípio que falei há pouco? Então, em Tamers não tem nada disso! Os digimons derrotados ainda se tornam dados, mas estes são absorvidos por quem venceu, ou seja, eles praticamente morrem de verdade. Nada disso, porém, nos prepara para o que acontece na segunda metade em diante desta temporada.

Uma criança sofrida cogitando a própria morte por culpa, que nó no peito...

O grande vilão da história se revela como a entidade D-Reaper e a sua performance mega creepy, que se arrasta por vários episódios, nos faz pensar se Tamers foi realmente pensado para as crianças. Creio eu que é neste ponto que o pessoal pode ter bugado e, portanto, não ter gostado da temporada quando assistiu na infância; contudo, sei que boa parte de quem deu uma segunda chance à série na maturidade acabou amando.

A "creepiosidade" do D-Reaper está no fato de ter capturado a domadora Kato Juri - já fragilizada por ter visto seu parceiro Leomon morrer - e espiado sua mente e seu coração, a fim tão somente de recolher informações sobre os seres humanos. Dentro da entidade, mais uma bugada: acho que foi o primeiro desenho a que assisti em que representaram de uma forma um tanto didática como fica uma pessoa, no caso a Kato, em depressão.

Resgatando minhas aulinhas mega rasas de psicologia, posso dizer mais: por estar tão conectado às emoções da menina, quanto mais Kato sofria, mais o D-Reaper crescia e aperfeiçoava seus mecanismos de defesa. Assim também são chamados, por Freud, os artifícios com os quais nossa mente tenta evitar que nos machuquemos diante de um trauma; alguns deles são rejeição, isolamento, negação, fantasia etc.

É ou não é um mergulho no ácido?! Sendo assim, acho que, dada a dificuldade do público-alvo em processar tudo, desta água nunca mais a franquia bebeu...

Digimon tri.


Como deu para perceber, eu já acompanho as temporadas de Digimon há um tempão, então dá para imaginar o surto de quem vos fala quando anunciaram Digimon Adventure tri., né? Uma das grandes sacadas do projeto de aniversário dos 15 anos da franquia (2014), trata-se do retorno triunfal dos nossos digiescolhidos de Adventure já crescidinhos, reencontrando seus parceiros digimons para uma nova aventura. São seis episódios de duas horas cada, mas lançados em períodos diferentes; o segundo saiu há pouquinho, no dia 11 de março.

Que abraço gostoso, meodeos!

Então, eu já vi esses dois episódios que foram lançados e confesso que estou um pouco confusa ainda, pois a linha do tempo de tri. parece um pouco diferente de onde a franquia nos deixou, no final de Adventure Zero Two - saga esta porcamente desenvolvida, na minha opinião.

No entanto, o que está agradando mais é que Tai e companhia já estão no colegial e isso exige que eles lidem com as situações de uma forma mais madura. Acho que isso se traduz como uma alegria para os fãs saudosistas, que também já cresceram, e como um desafio para os roteiristas - vai dizer que não é uma tarefa árdua dar esse ar mais maduro sem ignorar a essência da história?

Ok, confesso que torci o nariz quando vi o novo desenho dos personagens, mas o produto final compensou demais e retirei todas as críticas que tinha feito. Contamos também com um novo elenco de vozes para os digiescolhidos e até novos personagens, mas a nostalgia foi garantida e vai bater forte no seu coração: as vozes dos digimons são as mesmas do original; as músicas que marcaram a série, mesmo umas BGMs, passaram por uma atualizada, mas foram mantidas, e voltamos à missão de salvar o nosso e o Digimundo!

Pega o lencinho e aumenta o som! 🎶


Se continuarem a lançar histórias de qualidade, é fácil prever que não largarei Digimon tão cedo. Ficam registrados, então, os meus parabéns para a série e a expectativa de que mais coisa boa ainda está por vir! 💙

13.3.16

17 anos de Digimon

Mais um início de mês, mais um checklist de BL Drama CDs!

Março está repleto de títulos que infelizmente desconheço, com direito ainda a duas séries originais ("Aihaji -otsukiai hajimemashita-" e "Shinoda Shinjuku Tantei Jimusho"), isto é, suas propostas não têm origem em publicações, sejam elas mangás ou novelas. Todavia, não é um período totalmente nebuloso, porque tem lançamento de uma das adaptações que mais estava esperando para este ano e que falo a seguir, no Destaque do Mês! "E o Oscar vai para..."


Destaque do Mês


A estatueta dourada deste mês vai para "Yondaime Ooyamato Tatsuyuki", um título que me conquistou pela abordagem inusitada, mesmo que a Yakuza não seja tema novo no gênero, e traços realmente sexy, assinados por Scarlet Beriko-sensei.

Ooyamato Tatsuyuki (CV: Satou Takuya) é filho e sucessor do chefe de um grupo yakuza muito influente na região de Kantou (corresponde às províncias de Tokyo, Chiba, Gunma, Tochigi, Ibaraki, Saitama e Kanagawa), mas assumir essa enorme responsabilidade dali a alguns anos não parece estar nos seus planos. Além disso, ele está com o coração partido: seu terapeuta e amor não correspondido, Minori-sensei, sumiu do mapa e as tentativas de encontrá-lo foram em vão, o que deixa o rapaz muito desmotivado. Sem suportar mais vê-lo neste estado, seu subordinado o manda para Fukuoka, onde talvez pudesse completar sua formação e, enfim, se tornar o novo chefe dos Ooyamato.

Apesar da tarefa que lhe foi dada, Tatsuyuki ainda não se vê na obrigação de corresponder a essas expectativas. Contudo, aproveita a mudança de ares para tentar "voltar a ser o que era" antes de conhecer Minori-sensei, isto é, tentar sua sorte na noite da cidade. Infelizmente, a noitada não foi muito promissora e o rapaz entrega os pontos sobre o banco de um parque, totalmente bêbado.

Eis que surge uma pessoa que o reconhece e o leva para sua própria casa; ainda atordoado, Tatsuyuki confunde o desconhecido com Minori-sensei e entrega-se a ele na cama. Na manhã seguinte, Tatsuyuki descobre que havia transado com Koga Nozomi (CV: Okitsu Kazuyuki), um professor do jardim de infância que já o conhecia de longa data, uma vez que o grupo Ooyamato o resgatou quando ainda era uma criança e estava sendo explorado sexualmente. Foi nessa ocasião que os dois se encontraram e o jovem Tatsuyuki se tornou o primeiro amor de Nozomi.

Com a convivência, Tatsuyuki vira a página com relação a Minori-sensei e se dá a chance de se apaixonar pelo novo parceiro. Todavia, parece que nada é muito fácil na vida de quem está destinado a ser um líder da yakuza: depois de se meter numa briga envolvendo empregados que trabalham para um agiota chamado Rogi (CV: Shingaki Tarusuke), Tatsuyuki é chantageado e se submete aos seus caprichos pervertidos e violentos para proteger tanto seu clã, quanto Nozomi.

Referências


Seme | Koga Nozomi (CV: Okitsu Kazuyuki)
Masaomi (Brothers Conflict), Nagare Hisui (K: Return of Kings);

Seme | Rogi (CV: Shingaki Tarusuke)
Kite Eishirou (Prince of Tennis), Kariya Matou (Fate/Zero), Togusa (Ghost in the Shell);

Uke | Yamato Tatsuyuki (CV: Satou Takuya)
Toshiki Kai (Cardfight!! Vanguard), Caesar Zeppeli (Jojo's Bizarre Adventure).

Confira também


1.3.16

BLCD Checklist: Março, 2016

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