Há alguns meses, algo me incomodava: por mais que estivesse entusiasmada para escrever sobre visitas a lugares que sempre quis ir ou coisas que conferi e gostei, sentar e abrir o meu blog estava se tornando uma atividade desgastante e desconfortável.

O problema eram os meus tópicos? Não, meu ânimo para escrever está em alta, inclusive. Pouca gente conferindo? Não, não. Meu objetivo não é a audiência e já tenho alguns minutinhos de carinho e atenção daqueles que realmente me querem bem e acompanham minhas novidades. Eis que, depois de uma longa reflexão, percebi que era o mais óbvio: a plataforma.

Não pretendo fazer a sua caveira, contudo, porque não tem fundamento: ela foi uma grande companheira de estrada e cumpriu seu papel muito bem por vários anos. Infelizmente, para algumas relações chega o desgaste e esse foi o caso: ocorre que os tantos recursos e benesses que comecei a almejar aquela velha amiga já não poderia mais me oferecer. Foi triste tomar essa decisão, mas o que aprendi com essa plataforma continuará comigo nesta nova jornada, com toda a certeza.

Casa nova, vida nova


Dando um ponto final àquela fase, virei a página de vez: adotei uma decoração minimalista; fiz uma "faxina", reorganizando as categorias de uma forma bem mais sucinta, e peguei um nome que tudo tem a ver com o que sou hoje. Entretanto, não deixei de abraçar o meu passado: os melhores registros da plataforma antiga já vieram para cá e pretendo dar continuidade a alguns dos projetos que lá comecei. Tem resenhas sobre yaoi? Tem sim, senhor! E mais "Turista na própria cidade"? Teeem. Chega mais, freguesia!

Também quero investir um pouco em textos de opinião, isto é, expor mais sobre o que penso. Falando assim até assusta, porém estou a milhares de anos-luz de almejar polêmicas ou discursos moralistas sem embasamento; o que eu quero mais são apenas desabafos e banhos de sal grosso para lavar a alma.

Confesso que uma das minhas maiores expectativas com essa mudança de plataforma está nos comentários: agora está muito mais fácil me dar um beijo e um cheiro. Vem me dar?

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Beijos de luz! ♥

26.2.16

Mudanças e Bloglovin

Cloison à lames réflèchissantes (1966), de Julio Le Parc

Antes de começar, queria falar um pouquinho sobre o que foi a edição de 2015 da Bienal Internacional de Curitiba. O evento reuniu exposições, mostras, filmes e propostas de experiências relacionadas ao tema "Luz do Mundo", uma expressão que inspira diferentes interpretações a princípio, mas basicamente envolve a "arte da luz, a arte com a luz, a arte feita de luz e que tem na luz sua matéria, seu material e conteúdo".

Amparando-se no título do romance de Halldór Laxness, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1955, o conceito proposto pela Bienal é, na verdade, uma associação de ideias que envolvem a luz e a sua beleza (assim almejada pelo gênero humano) tanto no sentido literal, quanto no figurado e mesmo espiritual; ora é considerada na qualidade de elemento essencial da natureza, ora de elemento inerente a tudo e a todos, ora de virtudes a serem buscados, e ora até de par indissociável da escuridão, assim como tudo o que esta representa. Me desculpem pelo papo complexo, mas é difícil resumir todas as ideias em poucas linhas...

Apesar da Bienal ter estado em vários espaços na cidade, apenas provei um gostinho do evento na visita ao Museu Oscar Niemeyer, porque infelizmente não tinha muito tempo disponível naquele período e, afinal, foi onde as obras mais populares se concentraram. Acompanhada da minha mãe, lá fomos nós e não tive do que reclamar; aliás, confesso que saí de lá muito admirada e reflexiva, sensações que pouco havia experimentado em visitas ao museu.

Começamos nosso passeio pelas obras com orientações inusitadas. Não poder tirar fotos de algumas delas era o de menos: "tirem os sapatos", "coloquem estes protetores nos pés", "fechem os olhos para entrar". O que está havendo? Seguimos as instruções e os ombros da guia da mostra para nos posicionarmos bem certinho em... Algum outro lugar. "Pronto, abram os olhos devagar".

Untitled (1969), de Doug Wheeler



Era uma sala toda branca e todas as extremidades do ambiente eram arredondadas. Fomos posicionadas bem em frente a um painel retangular iluminado por trás. Ver essa imagem de divulgação e essa descrição simplória que acabei de fazer pode inspirar pouco, se não nada a quem lê, mas é difícil expressar as sensações de estar imerso naquele ambiente: a iluminação deixava o olhar turvo (não me perguntem como) e a forma com que víamos o painel podia dar a impressão de que se estava no dito Paraíso, "entre as nuvens", mas vendo a sua frente um corredor - então, podia ser o Purgatório? -, ou o fundo de algum lugar, caindo e olhando de cima para baixo.

Até a acústica do local era interessante: de início, é um isolamento, mas depois pode-se ter a mesma impressão que a minha mãe teve e pensar que está num avião. Segundo a descrição do site da Bienal, o autor da obra brinca com o conceito "luz e espaço", mexendo com questões como escala, profundidade, infinitude etc. Bom, seja qual for a interpretação, essa obra se revelou um bom cartão de visitas do que a exposição tinha a oferecer. Good job, Doug! ✨

In.visible (2014), de Jeongmoon Choi



Seguindo com o passeio, chegamos a um dos grandes chamarizes da Bienal: Jeongmoon Choi nos deu o prazer de caminhar pelos corredores geométricos de "In.visible", compostos por fios de algodão milimetricamente alinhados. Ainda, dependendo das roupas que se esteja usando, os visitantes podem acabar fazendo parte do conjunto sob a luz ultravioleta, dando um colorido a mais à obra. Com esses elementos, a artista sul-coreana contrapõe técnicas milenares, como a tecelagem tradicional, com a alta tecnologia da "era do laser" e cria a sensação de profundidade.


A propósito, como as câmeras não conseguiram focar muito bem no escuro, não pude usar neste post muitas das fotos que tiramos na visita... Serão poucas fotos, mas garanto que serão bem selecionadas, ok? 😊

Identity Analysis (2003), de Helga Griffiths



Não demorou muito e chegamos aos tão divulgados tubos de ensaio suspensos e fosforescentes de "Identity Analysis"! Se as fotos já impressionam, ver ao vivo é fantástico!


Claro que um pouco da mágica se desfaz vendo de perto, afinal as provetas estão presas a uma rede e os pratos petri formam a base, mas o conceito é muito interessante por si só. Ocorre que os elementos da obra não foram dispostos dessa forma à toa: este é o "nu contemporâneo" da própria Helga Griffiths, afinal tudo ali representa a sua estrutura genética.


Tivemos muita dificuldade em manter o foco das câmeras aqui. É uma pena, porque tiramos muitas apenas para tentar usar algo depois. Inclusive, abusamos de ângulos inusitados, mas ainda assim, não foi possível aproveitá-los... 😭

Ghosts (2014), Lars Nilsson


Depois de um tempo passeando por ambientes escuros, voltamos à "luz" em outro espaço, tudo para talvez submergir à escuridão novamente. Era a vez do conjunto de obras "Ghosts", de Lars Nilsson cujas esculturas de figuras humanas foram responsáveis pela nossa saída reflexiva do museu, tamanha perturbação que nos causou.


A descrição no site da Mostra revela bem o conceito explorado: "O grupo escultórico Fantasmas, de Lars Nilsson, leva-nos de volta ao lado obscuro da civilização que ilumina o passado e joga luz sobre nossa situação social contemporânea. Estas obras oferecem uma representação de como seriam esculturas de figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Cada uma é como um corpo negro, um buraco negro, um ponto no espaço de onde toda luz é retirada (...). Em estado de transformação, estas figuras saem das trevas em direção à luz, emergem da forma para a não-forma ou vice-versa".



Eu não posso responder pelas impressões que minha mãe teve, mas particularmente me senti numa posição muito desconfortável de voyeur: um espectador onipresente, mas impotente diante da desgraça alheia ali representada.

E não é a posição que assumimos quando vemos diariamente as desgraças nos noticiários? Ou quando decidimos ignorar as pessoas necessitadas na rua, as ditas "pessoas invisíveis"? Ou quando achamos que não podemos fazer nada pelo sofrimento de entes queridos?




Não são essas pessoas a que assistimos aquelas que estão tentando sair das "trevas em direção à luz"? O que podemos fazer por elas? Desde que assumi essa interpretação, comecei a pensar sobre a minha vida de outro jeito.

Obras de Julio Le Parc


Já na Torre do Olho, encerramos a exposição com as obras de Julio Le Parc, as quais chamaram muito a atenção pela ideia de serem compostas por materiais simples - pregos, parafusos, peças de acrílico, espelhos -, mas, ao projetarem luz em movimento, tornam-se grandiosas.

Continuel Mobile - Sphère rouge (2001)

Uma das obras - ou "alquimias", como o próprio autor prefere assim se referir - de destaque é "Sphére Rouge", um mobile de placas de acrílico pequenas e vermelhas em forma de esfera iluminado por vários spots; como as placas se mexiam ao sabor da inércia, minha mãe ali projetou um coração batendo - quanto a mim, bem... Minha imaginação deve ter ficado lá em "Ghosts", porque não pensei em nada, senão que tinha um efeito bonito... 😝

Lumière Alternée (1966)

O site da Bienal explica melhor o que se pretende com esse tipo de conceito: "Luz e movimento combinam-se para retirar o observador do estado tradicional de imobilidade diante de uma obra e transformá-lo no « espectador total » como o definiu Arnauld Pierre, aquele espectador que é instaurado pelo conjunto de suas faculdades perceptivas, ativas, e intelectuais.

Com efeito, diante de uma obra de Le Parc o observador tem sua emoção convocada (percepção), é chamado a ativar-se diante dela tanto quanto ela se ativa a sua frente (ação), e a refletir sobre o que vê (o raciocínio). O deslumbramento predomina, é verdade, e, com ele, a emoção, primeiro modo de relacionamento do indivíduo com o mundo. Os outros dois modos, o da atividade e o da reflexibilidade, seguem-se".


Outra obra intrigante é Lumière en vibration - Installation (1968): eu nunca testemunhei um terremoto, mas talvez se tenha a mesma sensação de quem já passou por isso ao passear pelo labirinto de cortinas, iluminadas por uma única caixa luminária com motor. Não gravei o vídeo acima (é de uma exposição da obra no MALBA, em Buenos Aires), mas ele mostra bem a sensação lá dentro. Fiquei um pouco atordoada, terminando os poucos metros escorada no tapume da obra; minha claustrofobia mandou lembranças para o Sr. Le Parc.

Red Ahead (2013), de Eliane Prolik

A princípio, a Bienal se encerraria no dia 6 de dezembro, mas devido ao tremendo sucesso de público, o evento foi prorrogado até o dia 14 de fevereiro. Nem todas as mostras da programação original foram mantidas, mas as do Museu Oscar Niemeyer com certeza continuarão expostas até o último dia. Então, não deixem de conferir, sentir e tirar suas próprias conclusões!

Bienal Internacional de Curitiba
De 03.10.2015 a 14.02.2016
Site oficial | Facebook

12.2.16

Bienal de Curitiba 2015

Foto: divulgação (Rakuten.jp)

Segundo o calendário lunar, hoje celebramos o Ano Novo Chinês e passamos oficialmente do Ano do Carneiro para o Ano do Macaco. Considerando que o horóscopo chinês usa os Cinco Elementos do Taoísmo - Água, Fogo, Terra, Madeira e Metal - e este ano termina com o dígito "6", 2016 é regido pelo Fogo, conectado à cor vermelha, e pela energia Yang (é a parte branquinha do Tao, que implica em positividade, luz).

Puramente, o astuto Macaco é regido por dois elementos: Metal e Água. O Metal relaciona-se com o ouro, enquanto a Água implica em sabedoria e perigo. Somar essas orientações indica que os anos regidos pelo Macaco geralmente tendem a ter mais eventos importantes relacionados ao campo financeiro, sejam eles pessoais ou mesmo em escala nacional, se não mundial. Ainda, Metal é um elemento que está ligado ao Vento, que, por sua vez, relaciona-se a mudanças rápidas e bruscas no rumo dos fatos.

Foto: divulgação (Rakuten.jp)

Saindo da zona de conforto...


Embora todas essas questões inspirem atenção e cuidado, o Macaco também proporciona oportunidades: esse é o momento ideal para dar um rumo novo à sua vida, abrir um negócio, investir, criar, pintar e bordar; as energias entusiastas suas e do Macaco entrarão em forte sintonia e há grandes chances de se sair bem sucedido! Superar momentos estressantes será mais tranquilo sob essa regência, e até o improviso para solucionar antigos problemas de forma irreverente será um legado do Macaco. O negócio é arriscar, se jogar e sair da zona de conforto; todos esses investimentos pesados poderão ser bem recompensados.

O maior conselho, todavia, é tentar manter o controle da situação e surfar na crista da onda, pois, uma vez que comece, as coisas podem rolar em uma velocidade alucinante! Ainda, considerando que o Fogo é o elemento regente deste ciclo, a criatividade e a paixão estarão à toda, mas esse extra também influenciará o ritmo dos eventos: é só imaginar o quão rápido uma centelha se transforma em um grande incêndio sobre a palha seca...

Este será um ótimo ano para aqueles que nasceram sob as graças do Dragão, do Rato e da Serpente, pois são aqueles com os quais o Macaco se dá muito bem. Infelizmente, diferente do que se pode especular, aqueles regidos pelo Macaco não são favorecidos pelo seu próprio ano - é uma peculiaridade própria deste signo. Também são prejudicados aqueles do signo de Tigre, vez que goza de energia completamente oposta; ainda assim, eles poderão curtir a onda de entusiasmo deste ano, desde que tenham bastante cautela.

Foto: divulgação (Rakuten.jp)

Previsões para o Cavalo


Não pretendo falar da situação de cada signo para este ano, mas posso falar sobre o meu: no horóscopo chinês, sou regida pelo Cavalo. Embora não faça parte do círculo de BFFs do Macaco, compartilhamos da mesma energia Yang inerente aos signos. Somada àquela que rege o ano em si, é mais que o suficiente para se sentir inspirado e embarcar em novas aventuras e experiências.

As chances de se sair bem no trabalho e nas finanças são altas; também é bacana investir no networking para ajudar a subir na carreira. Contudo, vale o recado no que se refere à saúde: não exagere nos exercícios físicos para não se machucar, principalmente músculos, ossos e tendões. Atenção também ao sistema respiratório!

Dado todo esse profile para 2016, desejo a todos um ótimo Ano do Macaco, com toda a energia e o entusiasmo para se arriscar e pôr seus planos em ação! Vista-se de vermelho, prepare-se mentalmente para dar grandes saltos na vida, respire fundo e...

Xīn Nián Kuàilè!
(Feliz Ano Novo!)

8.2.16

2016: Ano do Macaco de Fogo

Quebrei um pouquinho a cabeça, mas finalmente cheguei com a lista de BL Drama CDs de fevereiro, junto com novidades sobre a disposição da checklist! Agora, ela será postada completinha apenas aqui no blog, com esse visu aí de baixo. Acho que assim fica mais fácil associar título com obra e até arriscar a partir do desenho da capa - quem sabe, né?

Outra novidade é que o post da checklist pode ser atualizado no final do mês com resenhas de Drama CDs do mês que tenha escutado e achado relevante comentar a respeito. Vou tentar ser breve nos textos, mas não vou me privar de falar tanto bem, quanto mal de um título e outro. Ah, e pode ser que nem tenha atualização, se não quiser falar de nenhum no final das contas. Tudo isso eu vou avisar pela fanpage do blog, combinado assim? :)


Destaque do Mês


Meu destaque vai para "Danshi koukousei, hajimete no Vol. 4 - after Disc ~Kousai-chuu!~" (05.02), pois encerra a série com louvor ao mostrar os parceiros dos volumes anteriores depois de finalmente deslancharem o namoro. Essa é uma série original cuja proposta inovadora foi chutar o balde e cortar qualquer artifício para retratar os mínimos detalhes da primeira vez dos casais, ou seja, sem musiquinha instrumental no fundo, sem fade-outs antes, durante e depois do ato, enfim, sem as chorumelas a que os ouvintes do gênero já estão mais que acostumados - e chateados.

Nessa estória, os três pares são estudantes da mesma escola: Kazuki e Yuta são amigos de infância, vizinhos, estão cursando o primeiro ano na mesma turma e frequentam o clube de basquete; Futami e Shiba têm uma relação de veterano e junior no clube de atletismo; por sua vez, Sanno e Eichi são membros do Grêmio Estudantil. Talvez soe bem sistemático, mas um deles sempre declara um amor nutrido a longa data para o outro e têm sua primeira vez na sequência. Infelizmente, nem tudo são flores e sempre tenho uma pulga atrás da orelha com o último casal, afinal Sanno premeditou e estuprou Eichi (com requintes de crueldade) no terceiro volume. :/

Voltando aos pontos a favor dessa série, a produtora deve ter uma boa equipe de marketing no apoio, pois é certeira na hora de aumentar nossas expectativas para o próximo lançamento: vídeos com provinhas deliciosas do que está por vir sempre são jogados no canal do YouTube. E olha, não é por nada não, mas acho que capricharam nesse quarto e último volume... Confiram para ter uma ideia do que nos espera - opa! Melhor usar fones de ouvido, hehe ♥


Referências


Seme | Kazuki (CV: Satou Takuya)
Toshiki Kai (Cardfight!! Vanguard), Caesar Zeppeli (Jojo's Bizarre Adventure);
Uke | Yuuta (CV: Suzuki Yuuto)
Ono Hiroshi (Ace of Diamond), Osaki Kou (Shounen Hollywood).

Seme | Futami (CV: Tachibana Shinnosuke)
Shuuya Kano (Mekakucity Actors), Yoshino Chiaki (Sekai-ichi Hatsukoi);
Uke | Shiba (CV: Tamaru Atsushi)
Ouji Mochizo (Tamako Market), Yoshida Mikihiko (Mahouka Koukou no Rettousei).

Seme | Sannou (CV: Takeuchi Ryouta)
Ren (DRAMAtical Murder), Ushijima Wakatoshi (Haikyuu!!);
Uke | Eichi (CV: Okitsu Kazuyuki)
Masaomi (Brothers Conflict), Nagare Hisui (K: Return of Kings).

Confira também


Resenhas do blog: Volume 1 | Volume 2

4.2.16

BLCD Checklist: Fevereiro, 2016

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